segunda-feira, 15 de junho de 2015

Após três meses em greve, professores de SP voltam às salas de aula hoje

Paralisação dos docentes estaduais durou 92 dias e foi a mais longa da história em São Paulo.

Do R7




Com o fim da greve de professores estaduais mais longa da história de São Paulo, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) afirmou que os docentes voltam ao trabalho nesta segunda-feira (15) em todo o Estado.
Cerca de 8.000 pessoas participaram da assembleia realizada na sexta-feira (12), no vão livre do MASP (Museu de Artes de São Paulo), para decidir os rumos da greve, que já durava 92 dias. Os docentes haviam conseguido uma liminar que obrigava o governo a pagá-los pelos dias parados, mas ela foi derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça.
O sindicato disse que é favorável à reposição das aulas perdidas para que os alunos possam recuperar o conteúdo atrasado. Porém, a Secretaria de Educação afirmou, em nota, que perante "eventual necessidade, o conteúdo será reposto alinhado ao compromisso prioritário com o direito incontestável que os estudantes têm de aprender".
Ainda de acordo com a secretaria, a paralisação, que começou no dia 13 de março, teve baixa de adesão e, nesta semana, o índice oficial de comparecimento superou 98%.
A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, disse que os professores suspenderam a greve após o movimento perder força com o corte do pagamento de dias parados. Ela garantiu, no entanto, que a luta por reajuste salarial continuará com protestos. De acordo com a presidente, o governo estadual sai perdendo, mesmo com o fim da greve, porque os professores voltam desmotivados para a sala de aula.
Segundo a organização, a negociação salarial com o governo do Estado continua. Os docentes reivindicam 75,33% de aumento salarial para a equiparação salarial com os profissionais de ensino superior completo. Além disso, os professores exigem a plena aplicação da jornada do piso, a reabertura de classes fechadas, o imediato desmembramento das salas superlotadas, uma nova forma de contratação de professores temporários, aumento do vale-transporte e refeição, transformação do bônus em reajuste salarial e água em todas as escolas para todos.
O governo prometeu aos professores encaminhar à Assembleia Legislativa um PL (Projeto de Lei) que aumenta o contrato dos professores temporários de 300 dias para três anos. Outro PL é para garantir o direito dos professores de utilizarem assistência médica do servidor público.

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