sábado, 26 de setembro de 2015

INSS encerra greve; bancos podem parar

Os bancários devem recusar em assembleias previstas para a próxima quinta-feira (1) a proposta de reajuste


Da Folhapress


Os servidores do INSS aceitaram proposta do governo de reajuste de 5,5% em 2016 e 5% em 2017 / Foto: Luiza Freitas/ JC

Os servidores do INSS aceitaram proposta do governo de reajuste de 5,5% em 2016 e 5% em 2017

Foto: Luiza Freitas/ JC

A federação que representa os servidores do INSS aprovou nessa quinta-feira (24) o fim da greve da categoria, iniciada no começo de julho.

De acordo com a entidade, São Paulo está entre os Estados que já definiram a suspensão da greve na quinta-feira (26), mas outros sindicatos locais ainda votam para referendar ou não o fim da greve.
A expectativa da Fenasps (federação dos sindicatos de previdenciários) é que os servidores voltem ao trabalho na segunda, mas que o atendimento ao público só se reinicie na terça ou na quarta.

O INSS recomenda que se telefone para o 135 para se informar sobre o atendimento.
Os servidores aceitaram proposta do governo de reajuste de 5,5% em 2016 e 5% em 2017, índices próximos à inflação prevista pelo mercado para o período.
Segundo a federação, pesou na decisão "a conjuntura econômica e política" e a avaliação de que o governo não avançaria mesmo após 80 dias de greve.
O movimento dos servidores represou o pagamento de novos benefícios que dependiam de atendimento nos postos. Segundo o governo, apenas em julho o número de novos benefícios concedidos caiu 28% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Em função dessa redução, a equipe econômica reduziu esta semana em R$ 2,6 bilhões sua projeção de despesas previdenciárias este ano.
BANCÁRIOS - Os bancários devem recusar em assembleias previstas para a próxima quinta-feira (1º) a proposta de reajuste abaixo da inflação feita pelos bancos e definir greve a partir do dia 6 de outubro.
A negociação, a quinta e última da campanha salarial deste ano, ocorreu nesta sexta-feira (25) entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e o Comando Nacional dos Bancários.
Os bancos ofereceram reajuste abaixo da inflação, de 5,5%, mais o pagamento de um abono fixo de R$ 2.500. Mas a categoria pede reajuste salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à inflação acumulada em 12 meses (INPC).
Entre 2004 e 2014, a categoria recebeu aumento real de 20,07%. No ano passado, o reajuste ficou 2,02% acima da inflação.
RAIO-X / BANCÁRIOS
Sindicalizados 500 mil no país
Entidade em SP, filiada à CUT
O QUE PEDEM 16% de reajuste salarial, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% de INPC acumulado
QUAL A CONTRAPROPOSTA 5,5% de reajuste salarial com abono fixo de R$ 2.500
PREVISÃO DE GREVE a partir de 6 de outubro

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