quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Servidores em greve fecham os portões da Univasf em Petrolina, PE

Ato faz parte das mobilizações contra pacote de cortes do Governo Federal. Docentes estão há 60 dias em greve e técnicos administrativos há 43 dias.

Do G1 Petrolina

Servidores em frente a Univasf, campus Petrolina, PE (Foto: Luciano Silva/ Arquivo pessoal)
Servidores em frente a Univasf, campus Petrolina, PE (Foto: Luciano Silva/ Arquivo pessoal)

No Sertão de Pernambuco, os portões do campus Petrolina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) amanheceram fechados nesta quarta-feira (23). Os técnicos administrativos e os professores que estão em greve bloquearam o acesso à instituição. As categorias estão realizando também durante todo o dia, em frente à universidade, um ato em alusão ao Dia de Mobilizações dos Servidores Federais Contra o Pacote de Cortes do Governo Federal.

Os técnicos da Univasf estão em greve há 43 dias, desde o dia 10 de agosto. Segundo o técnico administrativo da instituição, Luciano Silva, desde às 6h30 os servidores estão na porta da universidade. “O governo não está cedendo em nada e não está tentando negociar. A nível nacional a greve já dura 120 dias e aproximadamente 90% das universidades pararam. A proposta de reajuste é 10,8% dividido em dois anos, sendo 5,5% em agosto de 2016 e 5% em 2017.  Mas nos pedimos, 9,5% em 2016 e 5% em 2017”.  Uma assembleia da categoria está agendada para esta quinta-feira (24), às 9h, no campus Petrolina para decidir a continuidade ou não do movimento grevista.
Portões foram fechados pelos servidores da Univasf em Petrolina, PE (Foto: Luciano Silva/ Arquivo pessoal)Portões foram fechados pelos servidores da
Univasf  em Petrolina, PE
(Foto: Luciano Silva/ Arquivo pessoal)
Já os docentes da Univasf completaram 60 dias de paralisação. De acordo com o presidente da Seção Sindical dos Docentes da Univasf (Sindunivasf), Clébio Ferreira,  esta é primeira vez que os portões da universidade são fechados. “Este é um ato simbolólico para mostrar que nós não queremos nunca ver essas portas fechadas. E também demostrar insatisfação. Há 2 meses em greve, e isso não nos agrada, queremos voltar a lecionar, mas o governo insiste em não retroceder aos cortes nas universidades federais”, explica.
O Sindunivasf revela ainda que o governo está realizando o envio de correspôndencias  para que seja cortado o ponto dos grevistas. “As universiaddes estão recebendo cartas que solicitam o nome dos grevistas. Eles querem cortar os pontos dos grevistas, mas não querem rever os cortes. E enquanto as negociações não avançam, todas as aulas serão garantidas e repostas. Mas se o corte dos pontos acontecer, a reposição não estará mais assegurada”, argumenta Ferreira.
Os professores da Univasf cobram além do reajuste, a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras e a permanência das atividades extracurriculares. No caso da categoria, o Sindunivasf informou que o comando nacional de greve decidiu flexibilizar e pedir menos de 19% de reajuste, parcelado em duas vezes.

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