

Foto: Flora Pimentel/Acervo JC ImagemNo máximo cinco minutos. Esse é o tempo que a aposentada Sônia Dantas, de 67 anos, leva diariamente para separar e lavar o lixo não-orgânico, como embalagens de alimentos, plásticos e papéis, utilizados em sua casa. Pouco tempo, mas que faz muita diferença para quem trabalha com lixo e, principalmente, para o meio ambiente. Após esse processo, ela leva o material para um ponto de coleta seletiva.
Sônia afirma que o processo já fazia parte da vida dela antes mesmo de existirem os caminhões e os pontos de Entrega Voluntária (PEVs) no Recife. "Antigamente eu sabia que, mesmo separando, no caminhão do lixo, o que eu havia separado ia se misturar com os outros, mas fazia mesmo assim", explica. Residente do bairro da Madalena, na zona Oeste do Recife, atualmente Sônia caminha, uma vez por semana, até a praça Eça de Queiroz, onde há um PEV, e deposita seu lixo.
"No prédio em que moro o caminhão da coleta seletiva não passa, mas eu e minha vizinha fazemos a separação e levamos em um ponto. Fazer isto para mim é prazeroso, porque estou fazendo minha parte com o meio ambiente", revela. Assim como ela, o advogado Lúcio Costa, de 39 anos, separa os resíduos sólidos de sua casa. No edifício onde mora, também na Madalena, existe a coleta seletiva para os condôminos que optam em participar.
"Há dois anos faço a separação do lixo orgânico e do não-orgânico. Em minha casa já existem duas lixeiras, assim como no prédio. Então coletamos em casa e depositamos na do condomínio", comenta o advogado. Segundo ele, uma vez por semana um caminhão da coleta seletiva vai buscar os resíduos não-orgânicos produzido por ele e seus vizinhos.
"Acho que a coleta seletiva é uma questão de consciência. Ajudar o meio ambiente e ser um bom exemplo pros meus filhos, que já vão crescer sabendo o papel deles", acrescenta. No Recife, para as pessoas que fazem a coleta seletiva como Sônia e Lúcio, existem duas opções: a coleta "Porta a Porta", que é realizada em condomínios e casa e os coletores PEVs.
Para fazer a coleta seletiva, basta separar o lixo orgânico, também chamado de lixo úmido, do lixo não-orgânico. Apenas o não-orgânico é reciclável. Desta forma, se a sua opção de descarte for o "Porta a Porta", não há necessidade de separar os resíduos em papel, plástico, vidro e alumínio. Esta separação só precisa ser feita quando a pessoa leva o lixo para um PEV.
No Recife existem 73 PEVs. Já a coleta Porta a Porta compreende 53 bairros e é feita todos os dias pela manhã e à noite, exceto aos domingos. Lembrando que o caminhão possui um calendário, e passa em cada bairro obedecenod este cronograma. De acordo com a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), a média de resíduos diária recolhida na coleta seletiva é 242 toneladas.

Empresário Luiz da Veiga em uma das escolas que participam do "Escola amiga da natureza"
Foto: Divulgação
Preocupado com os males que o óleo pode causar quando descartado de forma irregular, o empresário Luiz da Veiga, responsável pela empresa Massol, resolveu fazer a diferença e lançar as campanhas "Escola amiga da natureza" e "Empresa amiga da natureza". Desta forma, a Massol leva até escolas públicas, bares e restaurantes coletores de óleo vegetal e dá palestras educativas para funcionários e professores, que servirão como multiplicadores.
"Temos uma adesão muito grande. A própria comunidade passa a levar o óleo para os nossos coletores nas escolas", comenta Luiz. Como resultado, são arrecadados entre 30 e 35 mil litros de óleo por mês, que são recolhidos, tratados e encaminhados para a indústria de sabão. "Além de servir para fazer sabão, o óleo vegetal também está na composição das tintas e do biodisel", explica.
Como forma de incentivar as pessoas a participarem, o empresário devolve aos estabelecimentos parceiros, detergente. "Assim, eles percebem que, de fato, aquele óleo pode se transformar em algo que usamos no dia a dia, sem poluir o meio ambiente", acrescenta. A Massol trabalha em parceria com 500 estabelecimentos no Grande Recife, no Agreste e Litoral de Pernambuco.
Para quem se interessar e quiser aderir, basta entrar em contato com o empresário através do telefone 99162.1023.

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