quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Governo federal adia ações de combate à seca em Pernambuco

Aumento do fluxo de repasses para a Adutora do Agreste ficou para 2016. Reunião da presidente Dilma com governadores do Nordeste continua sem data


A seca entra, no ano que vem, em seu sexto ano consecutivo, na pior estiagem dos últimos 100 anos / Foto: Guga Matos/JC Imagem

A seca entra, no ano que vem, em seu sexto ano consecutivo, na pior estiagem dos últimos 100 anos

Foto: Guga Matos/JC Imagem


Mais uma vez, as ações para combater a seca prolongada têm o cronograma jogado para frente. Já é certo que o prometido aumento do fluxo de repasses por parte do governo federal para a Adutora do Agreste (obra iniciada em junho de 2013) ficou para o ano que vem. O empreendimento vem recebendo, em média, apenas R$ 6 milhões mensais, isto para um fluxo que já chegou a ultrapassar R$ 30 milhões por mês.

Nesta quarta (11), durante a solenidade de inauguração da nova planta da Frompet, em Suape, o governador Paulo Câmara queixou-se da lentidão da presidente Dilma Rousseff em marcar a prometida reunião com os chefes do Executivo dos quatro Estados mais atingidos pela estiagem: além de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. 

O encontro é para que os governadores apresentem um diagnósticos preciso de suas respectivas necessidades e sugestões para enfrentar a seca que, no ano que vem, entra em seu sexto ano consecutivo, na pior estiagem dos últimos 100 anos. Para Pernambuco, a Adutora do Agreste é fundamental para o abastecimento da região, a que mais sofre no Estado. A a maior barragem do Agreste, Jucazinho está, com apenas 3% de sua capacidade de armazenamento.

“O ministro (da Integração, Gilberto Occhi) garantiu que o fluxo financeiro vai melhorar em 2016. Mas eles têm a crença de que não vão conseguir aumentar nada neste ano”, afirmou Câmara. Sobre a reunião, que deveria ter acontecido mês passado, ele diz que “toda semana há uma sinalização, ainda sem confirmação. Mas espero que aconteça ainda nos próximos dez dias”. 

O governo federal é responsável por 90% dos recursos da adutora e o governo do Estado, por uma contrapartida de 10%. O contrato é celebrado com a Compesa. A execução do eixo principal do projeto está em pouco mais de 60%, mas o status geral da obra ainda está na casa dos 30%. A previsão inicial era entregar a adutora pronta em junho deste ano. Do orçamento de R$ 1,38 bilhão para o projeto, o Ministério da Integração liberou menos de R$ 500 milhões ao governo de Pernambuco. 

Em junho, chegou a ser pactuado um acordo com o ministério para que fossem realizados repasses mensais de R$ 10 milhões. O combinado, como se vê, não vem sendo cumprido. O atraso está deixando de beneficiar 2 milhões pessoas em 68 dos 72 municípios do Agreste. O projeto foi desenhado para receber água do Eixo Leste da Transposição do São Francisco, por meio do Ramal do Agreste, ambas as obras igualmente atrasadas.

Fonte: Jornal do Commercio 

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