terça-feira, 17 de novembro de 2015

Jornalista do Vale do São Francisco grava vídeo em Paris sobre atentado

Danilo falou no vídeo sobre o drama vivido pelos franceses.
O Jornalista morou e estudou em Petrolina e reside há sete anos em Paris.


Do G1 Petrolina

Brasileito visitou os locais onde homenagens estão sendo prestadas as vítimas. (Foto: Arquivo Pessoal / Danilo Rocha Lima)
Brasileiro visitou os locais onde homenagens estão sendo prestadas as vítimas. (Foto: Arquivo Pessoal / Danilo Rocha Lima)

O brasileiro Danilo Rocha Lima, de 29 anos, que nasceu em Juazeiro, na Bahia e que morou e estudou em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, antes de ir para Paris, na França, enviou fotos e vídeo mostrando a atual situação da cidade após os atentados simultâneos que deixaram centenas de mortos e feridos. Residindo e trabalhando em Paris há sete anos, o jornalista destaca a insegurança que ficou na população após os ataques.

Para Danilo, o sentimento da população é de angústia e de muito temor pelo que ainda pode acontecer. “Eu estive na praça de La Republique, local onde as pessoas estão se reunindo para prestar homenagens e foi um momento muito forte, mas também de terror, de temor, porque uma simples lâmpada que explodiu em um bar, foi capaz de originar todo um tumulto. As pessoas correram, esvaziaram a praça em 30 segundos. Então, estamos vivendo um momento delicado na cidade”, destaca.

Ainda de acordo com o jornalista, as pessoas ainda estão muito apreensivas. “O metrô voltou funcionar, os instrumentos municipais também voltaram a funcionar, os museus, bibliotecas e escolas. Mas, a gente sente que as pessoas estão realmente seguindo as orientações das autoridades para não se aglomerarem. Então, agora, por exemplo, estou saindo do trabalho e vamos tentar utilizar meios alternativos para voltar para casa, bicicletas, bondes e evitar aglomeração nos meios de transporte”, enfatizou.
Ainda no vídeo, o brasileiro fala sobre a solidariedade prestada a vítimas do atentado terrorista. “A gente continua seguindo as orientações das autoridades. O estado de emergência continua em vigor e agora a gente presta toda a solidariedade as vítimas. A gente sempre está escutando histórias de pessoas que foram tocadas, que foram vítimas de uma forma ou de outra pela tragédia. E, agora, a gente está prestando solidariedade a essas vítimas, de uma forma ou de outra, com um minuto de silêncio, com uma flor, com uma vela”, relata o brasileiro.

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