quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Pula-pula: nova versão descarta participação da mãe na morte da criança

Para esclarecer os novos fatos apresentados, a polícia vai pedir uma reprodução simulada
Por Site Da TV Jornal


Reprodução/TV Jornal

Uma comerciante que ajudava a dona do pula-pula a guardar o brinquedo prestou depoimento à polícia e esclareceu algumas dúvidas do delegado Carlos Veloso, que investiga a morte do garoto Paulo Henrique dos Santos, 3 anos. Elizângela Maria da Silva, conhecida como Zanza, contou que era preciso bater com um pedaço de madeira na estrutura para retirar todo o oxigênio do pula-pula. Nesse processo, caso a criança estivesse dentro, poderia ter sido atingida e morta com traumatismo craniano, como atestou o laudo da perícia.

"O balão é muito pesado e o oxigênio não sai rapidamente e é preciso bater para guardar (...) se for uma criança pequena, de 2, 1, ou 3 anos, dependendo do tamanho, é difícil ver" contou Elizângela à polícia. A mãe do garoto, a dona de casa Patrícia da Silva, e a avó paterna também prestaram depoimento. De acordo com o delegado Carlos Veloso, as novas ouvidas serviram para tirar a suspeita da mãe, mas deixaram dúvidas quanto à participação da dona do brinquedo.

Para esclarecer, a polícia vai pedir uma reprodução simulada e estudar a possibilidade de uma criança estar dentro do pula-pula no momento que ele foi desinflado. Como o objeto foi queimado pela população momentos após a descoberta do crime, será preciso alugar um brinquedo do mesmo modelo e proporção. "Enquanto essa reprodução simulada não for feita, vai ser difícil a gente constatar quem está dizendo a verdade: a dona do pula pula ou a testemunha que às vezes ajudava ela", informou o delegado.


Entenda o caso- Paulo Henrique dos Santos Ferreira, 3 anos, foi encontrado sem vida na manhã do último domingo (1º), no município de Sirinhaém, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. De acordo com a família da vítima, o garoto estava na praça da cidade, acompanhado pela mãe, quando a mulher resolveu catar latas no chão, na noite do sábado (31), e perdeu o filho. Os familiares procuraram pela criança durante toda a madrugada. Até um carro de som chegou a ser usado na tentativa de localizar o garoto. Na manhã do domingo, ao refazerem o caminho percorrido por Patrícia com o filho, os familiares encontraram uma sandália perto do brinquedo. Ao desenrolarem o equipamento, encontraram a criança morta. A polícia investiga esta versão.

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