
- Para economizar com a lista de material escolar, mães trabalham durante o Brechó
Com a chegada de dezembro, as famílias aproveitam para fazer um balanço nas suas contas e também definir o orçamento do próximo ano. Para aquelas que têm filhos em idade escolar, o começo do ano é marcado pelas listas de material didático.
Segundo a ABFIAE (Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares), os preços do setor aumentarão em 10%. Para driblar estes gastos, algumas escolas optam por uma solução diferente: troca de livros.
É o caso do Colégio Santa Maria, localizado na zona sul de São Paulo. A escola realiza há mais de dez anos o Brechó de Material Escolar, que incentiva a reciclagem de materiais didáticos.
A ideia é simples: durante três dias, são arrecadados livros usados. Para cada unidade doada, a família recebe um vale-livro. Neste domingo (13), ocorre a troca: o aluno que levar o vale mais R$ 3 pode pegar um livro da lista que usará em 2016, das 8h às 10h. Depois deste horário, todos serão vendidos por R$ 6.
"[O Brechó] foi ideia de algumas mães que faziam parte da Associação de Pais e Mestres da escola, justamente para promover a economia de toda a comunidade", conta Aparecida Gonçalves de Oliveira, funcionária do Colégio e uma das organizadoras do evento.
Com a feira, os pais chegam a economizar R$ 1.000. "A lista, com o material e os livros, custa em média R$ 2.200. Algumas mães do ensino fundamental 2, por exemplo, falam que economizam de R$ 800 a R$ 1.000 por meio do evento", explica Aparecida.
O evento é organizado por pais voluntários, que trabalham nos dias de arrecadação e da troca, em uma sala cedida pela própria escola. E não é qualquer livro que é aceito. Eles devem estar em bom estado, não podem estar riscados, rasgados ou com desenho.
"Os alunos acabam cuidando melhor dos livros para poder doar no próximo ano. O projeto incentiva não só a cultura da economia, como a da reciclagem também", conta Aparecida. Segundo ela, o engajamento dos pais aumenta ano após ano. "Eles apreciam bastante o projeto. Algumas mães entram em contato [com o Brechó] e acabam se oferecendo para trabalhar no ano seguinte", conclui.
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