Seu Nazareno abriu restaurante com dinheiro emprestado de amigos e depois pagou a todos que devia. Ele conta como aprendeu a controlar os gastos.
Belém do Pará, seis da manhã, e Seu Nazareno sai de casa. Na mão, a lista de compras do dia. Pega o ônibus e vai na rotina de todo dia. Todo dia mesmo. Ele já fez de quase tudo na vida: foi balconista, padeiro, forneiro, entregador, motorista, administrador, cobrador, aproximadamente umas dez profissões.
Hoje ele é dono de um pequeno restaurante. E como são anos nessa lida, ele fez muitos amigos pelo caminho. O pagamento é sempre em dinheiro vivo.
O restaurante de Seu Nazareno é no mercado da carne, um belo prédio de 150 anos atrás. Ele aprendeu na marra tudo o que sabe. Escrevendo, passou a controlar tudo. Ele fez dívidas, sim. Foi assim que conseguiu realizar o sonho de ter um restaurante.
Globo Repórter: Mas e o dinheiro para montar?
Nazaré da Silva Cardoso, dono de restaurante: Foi trabalhando. Fui pegando emprestado dos amigos, montei o negócio e depois fui pagando de volta.
A vida de empreendedor - no início não foi nada fácil. Mas aos poucos, Seu Nazareno aprendeu uma matemática um pouco diferente daquela da maioria das pessoas: “Se eu ganho R$ 50, tem que gastar R$ 40 e R$ 10 eu tenho que guardar. Porque eu não sei dia de amanhã”, conta.
Até hoje tem empréstimos no banco. Deve R$ 6 mil. Mas está em dia com tudo. Afinal, amanhã ele vai estar no mercado fazendo compras de novo. Seu Nazareno foi casado quatro vezes, tem 13 filhos e é um homem tão cordial, que três das ex-mulheres trabalham com ele.
Fonte: G1 Globo Repórter
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