domingo, 24 de janeiro de 2016

Marchantes fazem protesto e feiras livres ficam sem carne em Petrolina

Marchante afirma que eles não irão abater animal em Juazeiro-BA. Movimento nas feiras caiu pela falta de carne, diz associação.


Do G1 Petrolina

Bancas de venda de carne estão vazias (Foto: Luana Bernardes / TV Grande Rio)
Bancas de venda de carne estão vazias (Foto: Luana Bernardes / TV Grande Rio)

Os marchantes de Petrolina, no Sertão pernambucano, entraram em greve por tempo indeterminado contra a decisão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) de fechamento do matadouro da cidade a partir do dia 2 de fevereiro. Por conta disso, as feiras livres dos bairros estão com as bancas de venda do produto fechadas.
De acordo com um dos marchantes da cidade, Edmilson Simão, eles  não aceitam a determinação, pois teriam que abater os animais na cidade vizinha, Juazeiro-BA, e por ser outro estado, teriam que pagar impostos para entrada e saída da carne, além do transporte e do valor mais alto para o abate.
“A taxa de abate em Juazeiro é de R$ 80, fora a entrega que vai de acordo com a quilometragem. O abate em Petrolina é R$ 60, incluindo a entrega. Do matadouro de Juazeiro até a feira do bairro Areia Branca em Petrolina dá 26 km. Fora isso tem o imposto fiscal. Uma mercadoria de Pernambuco para entrar e sair tem imposto. O animal em Pernambuco é isento de taxa. Só pagamos o valor do abate no frigorífico”, disse Edmilson Simão.
Para ele, não compensa levar o animal para a cidade baiana, pois o preço da carne nas bancas ficaria muito elevado. “O animal daqui é de pequeno porte sem contar que as feiras não têm estrutura de receber a carne refrigerads, como sai do abatedouro de lá”, disse.
O presidente da Associação dos Feirantes da Areia Branca, Eliezer Lopes de Barros, disse que a falta da carne refletiu na queda da venda dos outros produtos. “Está um caso sério. Isso atingiu a feira toda porque a pessoa vem comprar a fruta e a verdura, mas, com a falta de carne, os consumidores não vieram para a feira. Os poucos que vêm procuram a carne e acabam indo embora. Atingiu Petrolina toda até o interior”, destacou.
G1 entrou em contato com a prefeitura para saber como vai ficar a situação dos marchantes, mas ainda não obteve resposta.

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